Inevitável contrasenso

A divulgação inaugural por e-mail deste blog já retornou alguns contatos de amigos e colegas sugerindo profissionais e serviços que podemos procurar.

Agradecemos muito estas iniciativas. Este semestre vamos dar um giro e procurar alguns destes profissionais. Mas, enquanto isso, Luana está um pouco melhor e ontem conseguiu retornar à fisioterapia.

Além disso, podemos ter dado a impressão de que Luana não encontrou médicos ou tratamentos de espécie alguma para o seu problema. Mas não é este o caso. Estamos acompanhando com dois ótimos médicos em Brasília, dedicados, sérios e com ótima formação: O Dr. Fabrício Lenzi Chiesa, cirurgião ortopedista oncológico, e o Dr. Gustavo Paludeto, cirurgião endovascular e radiologista intervencionista. E também estamos tendo um ótimo acompanhamento fisioterapêutico pelo Dr. Sílvio Gonçalves e pela Dra. Paloma. Todos eles têm total capacidade técnica e humana (são todos, além de tudo, bem atenciosos) para lidar com o problema em questão. Acontece que todos estes profissionais nunca trataram um caso de hemangioma sinovial de joelho. Isso, contudo, não os dequalifica para o acompanhamento e tratamentos que se fizerem necessários, já que hemangioma sinivial difuso de joelho é algo raro o suficiente a ponto de ser também muito raro o profissional experiente que tenha tratado, ao longo da vida, um ou dois casos. O que buscamos é ter contato com profissionais e serviços que já tenham essa pequena experiência possível, a fim de que esse maior conhecimento ajude a tomar decisões com maior embasamento.  E somente fazemos isso apenas para ter conhecimento sobre como estão os pacientes tratados a longo prazo, e o que eles fizeram ou deixaram de fazer. Os poucos casos relatados na literatura científica (Medline) mostra apenas acompanhamentos muito a curto prazo; e, sem dúvida, literatura científica é fundamental, mas não substitui a experiência clínica de profissionais na observação direta de pacientes efetivamente tratados e conduzidos a longo prazo.

Houve também alguns amigos que me ligaram preocupados, achando que estávamos nos sentindo abandonados, ou coisas do tipo, já que deixamos transparecer leve rancor em algumas coisas que escrevemos. Eu, particularmente, peço desculpas por isso. Porém a questão não é bem essa, e sim o fato de que é mesmo difícil, para muita gente, ter que conviver com pessoas que têm qualquer problema crônico de saúde, ou alguma limitação, não sabendo o que falar direito, o que fazer, etc. Acho que isso é natural, e acabam se afastando, ou sendo intolerantes com quem às vezes se queixa de dor ou de estar com alguma dificuldade. Realmente vivemos em uma época em que as pessoas são muito apressadas e pouco tolerantes com as “falhas” dos outros. Nos queixamos, então, foi desta impaciência (natural) por parte de algumas pessoas de nosso convivío social, mas não de nossos amigos, que, no geral, têm sido bastante tolerantes com essas nossas chatices . De qualquer forma, a convivência habital entre pessoas nem sempre é fácil, e talvez devéssemos nós mesmos ser mais tolerantes com os “intolerantes”. Inevitável contrasenso.

Francisco

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