3 . O caso de Luana

História Clínica

Luana (31 anos) apresenta dor e limitação de movimento de joelho direito recorrentes desde a infância, com longos períodos de calmaria, porém com piora desde 2007; e apresentando varicosidade em região antero-lateral de joelho e perna direitos desde nascimento.

Em 2007 apresentou hemartrose não traumática, com diagnóstico, em pronto-socorro, de luxação fêmuro-patelar. O seguimento clínico centrou-se no diagnóstico de condromalácia grau I e instabilidade fêmuro-patelar (como nos períodos dolorosos anteriores).

Indicada fisioterapia para fortalecimento muscular, a paciente não conseguiu reabilitação, mantendo-se com recidivas de derrame articular, edema considerável, dor e limitação de movimento, com piora progressiva mediante atividades habituais (longos períodos sentada, deambulação corriqueira, etc.).

Com ressonância de 27/11/2007 foi feito diagnóstico de hemangioma intra-articular de joelho (ver laudo logo abaixo, nesta página). Nesta ressonância foi observado aumento da lesão vascular em relação a RNM feita 08 meses antes.

Em 2008 teve melhora do quadro doloroso e ganho considerável de funcionalidade do joelho, com melhora clínica a partir de cuidados posturais e fisioterapia (hidroterapia).

Em junho de 2009, após um ano e meio clinicamente bem, Luana teve novo quadro doloroso após leve incremento de atividade física e após uso de 12 dias de corticóide oral para quadro respiratório.  Manteve-se com tratamnento conservador.

Fotos

Ressonância (novembro de 2007)

Laudo:
Presença de lesão permeativa, de aspecto serpingiforme, com áreas de gordura de permeio e intensa captação pelo meio de contraste, ocupando a gordura pré-femural, a bursa supra-patelar, a gordura de Hoffa e estendendo-se para a porção extra-articular da face antero-lateral do joelho. A lesão envelopa parcialmente a origem dos tendões patelar na margem inferior da patela bem como os complexos retinaculares medial e lateral da patela e o tendão quadricipital. A lesão estende-se por cerca de 10 cm no diâmetro crânio-caudal e não determina destruição das estruturas anatômicas que estão em íntimo contato”, concluindo que “o aspecto da lesão à ressonância magnética sugere lesão de origem vascular (provável hemangioma)


(clique na imagem para ampliá-la)

Ecodoppler Venoso


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